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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Entrelinhas



Nas linhas as palavras.
Nas entrelinhas o silêncio daquilo que não precisa ser dito ou escrito.
O que escrevo está nas linhas,
mas eu, eu estou nas entrelinhas.
Para entender as palavras não precisa ser gênio,
sábio ou um mestre revolucionário,
basta ter em mãos um dicionário.
Já as entrelinhas a gente entende no olhar,   
no sorriso, no gesto, no ar.
Brincar com as palavras é lindo,
porque posso ser o belo e o feio,
a vida e a morte, o amor e a solidão,
o alegre e o trágico, mas para brincar
com o pensamento não existem palavras: é mágico!

Por Kelly Elizeu.



Dica de música:  
http://www.youtube.com/watch?v=5VZLC8YFmj8

Bom Café.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cultive...



Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem,
os amigos devem ser amigos para sempre,
mesmo que não tenham nada em comum,
somente compartilhar as mesmas recordações.
Pois boas lembranças,
são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece!
Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!
Vinicius de Moraes








quarta-feira, 7 de julho de 2010

Direto do Gueto...



A gente sabe que os negros nunca tiveram muitos privilégios desde que nos entendemos por gente. E para ganhar um espaço, nós, negros (sim! eu tenho mais em mim de negros do que brancos) sempre temos que mostrar algo a mais, vencer as barreiras e sobrepor a opinião alheia. Com Janelle Monáe, não foi diferente.

Ela que é do gueto de Kansas City, classe média, encontrou na música a forma de lutar contra o preconceito e sustentar a família, já que a mãe era faxineira e o pai viciado em drogas.

Sua música segue influência de James Brown, Michael Jackson, mas tem raízes fortes no hip hop, soul music, gospel... Não é uma artista pop ah lá MTV. É simples, ousada e que causa em suas apresentações.



O primeiro EP (Metropolis - The Chase Suite) foi inspirado no filme Metropolis de Fritz Lang - 1927, que narra a história de uma cidade onde os trabalhadores, cansados de serem escravizados pelas máquinas e cansados da miséria resolvem reivindicar seus direitos.
A continuação do EP Metropolis, veio a gravação do CD The ArchAndroid que estourou em um enorme sucesso e que abre o leque para todas as vertentes do POP sem perder suas raízes.

Já foi indicada ao Grammy Americano nas categorias de melhor compositora, cantora, dançarina e performer.

Vale a pena conferir o som da menina... Som explosivo, bem James Brown e bem futurista ao mesmo tempo.



E como dica do nosso amigo Caetano Monteiro: Som gostoso, calmo e feliz. Começar o dia assim foi muito bom! www.myspace.com/momoproject



segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Amor Não Existe...


Não acredito que o amor exista, vou lhe explicar porque.

O amor é um sentimento puro, limpo, branco, sem marca ou ganância. Acredito que ele só se manifeste no momento em que somos concebidos, crianças doces e delicadas, que merecem carinho e atenção. Mas quando crescemos, vamos aprendendo o que realmente é a vida e somos corrompidos ou manchados e o amor já não se manifesta mais.

O amor é um sentimento divino, nós por acaso, somos alguma espécie de santidade para o fazê-lo manifestar? Não.

Acredito que exista companheirismo, amizade, desejo, carne, atração, ódio, viver bem, segurança, paixão, tesão, sexo, vontade de estar perto, identificação, compaixão, mas amor... amor não!

O amor que aprendemos vendo TV, lendo histórias, contos, poemas ou em imagens publicitárias é um amor corrompido por alguma coisa. Pelo sonho alheio, não idealizado por nós, experiência de outros. Outra pessoa já decidiu por nós.

Quando começamos uma relação do zero (seja afetiva ou o que for) idealizamos coisas que nunca serão cumpridas. Imaginamos o príncipe no cavalo branco, mas quando o marco sai do zero, começa a se mover, percebemos que as coisas não são bem assim e o cavalo de branco, começa a ficar cinzento.

Não sou fria e calculista, sou realista. Encontramos alguém ou algo, nos apaixonamos, sentimentos incontroláveis tomam posse de nós e já não dominamos a nós mesmos. Mas... quanto a amar, amor... Esse não nos compete sentir.
Tay Barreto