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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sim... Era você!


Precisava daqueles momentos, e naquele instante foi tudo que pude fazer. Era madrugada. Inquieto no quarto, cheguei a cogitar a possibilidade de te ligar... ouvir a sua voz me aqueceria.
Não tinha sua voz, não tinha coragem de buscar sua voz, algo em vão não era o que precisava naquele momento. Coloquei um casaco, um maço de cigarros no bolso e saí. O vento noturno do mês de julho, meu pensamento voltou logo para aqueles anos. Passado. Precisava de algo real. Presente.
Andei sem destino sabendo que não chegaria a lugar nenhum, quando me deparei com ela. Passou por mim como se não tivesse percebido minha presença.
Um perfume me invadiu, fui atrás dela, mas já não sabia onde tinha ido. A porta aberta me convidou para uma bebida. Um conhaque, por favor.., enquanto o cigarro ia queimando nos meus dedos me dei conta de que o tempo tinha passado. Outro conhaque. Agora o frio já não era tão cortante.
Era chegada a hora de voltar para casa, as pernas estremecidas, ora por frio, ora por nervosismo, ora por efeito do álcool (que nessa hora já passava do sexto copo). Eis que ao fechar os olhos e uma rápida passada de mãos pelos cabelos, o mesmo perfume invade o bar. Por todos os cantos procuro... a porta se fecha.
Saio meio cambaleando, procurando a direção. Nada.
Eu que procurava algo real, terminava a noite com mais uma ilusão e um perfume inconfundível que dilacera meu coração.
Sim... era você!


Por Lemisson

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Amor Não Existe...


Não acredito que o amor exista, vou lhe explicar porque.

O amor é um sentimento puro, limpo, branco, sem marca ou ganância. Acredito que ele só se manifeste no momento em que somos concebidos, crianças doces e delicadas, que merecem carinho e atenção. Mas quando crescemos, vamos aprendendo o que realmente é a vida e somos corrompidos ou manchados e o amor já não se manifesta mais.

O amor é um sentimento divino, nós por acaso, somos alguma espécie de santidade para o fazê-lo manifestar? Não.

Acredito que exista companheirismo, amizade, desejo, carne, atração, ódio, viver bem, segurança, paixão, tesão, sexo, vontade de estar perto, identificação, compaixão, mas amor... amor não!

O amor que aprendemos vendo TV, lendo histórias, contos, poemas ou em imagens publicitárias é um amor corrompido por alguma coisa. Pelo sonho alheio, não idealizado por nós, experiência de outros. Outra pessoa já decidiu por nós.

Quando começamos uma relação do zero (seja afetiva ou o que for) idealizamos coisas que nunca serão cumpridas. Imaginamos o príncipe no cavalo branco, mas quando o marco sai do zero, começa a se mover, percebemos que as coisas não são bem assim e o cavalo de branco, começa a ficar cinzento.

Não sou fria e calculista, sou realista. Encontramos alguém ou algo, nos apaixonamos, sentimentos incontroláveis tomam posse de nós e já não dominamos a nós mesmos. Mas... quanto a amar, amor... Esse não nos compete sentir.
Tay Barreto