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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Estava nua a um passo do chuveiro. A água caía no chão e respingava em suas pernas. "Não, não vou mais tomar banho", pensou ela. Tomou a decisão. Fechou o registro e vestiu a roupa. A mesma que vestia quando o viu pela última vez. Tinha uma única certeza: não sobreviveria à sua ausência.


Sentada no chão da sala, revivia cada maravilhoso momento passado com ele. Fazia isso sem nenhuma pressa e cada instante desses era como uma vida inteira. O importante não era a ordem dos acontecimentos, mas as sensações experimentadas. Era tudo tão perfeito, tão intenso, tão real, que seu corpo arrepiava todo e em cada fibra do seu ser ela tinha a impressão de que, se estendesse a mão, poderia tocá-lo novamente.

Sem se dar conta do que se passava, perdida em seus devaneios, lutava contra o fato de que isso jamais voltaria a acontecer. Não nessa vida, mas quem sabe em outra.

As horas passavam impiedosamente no relógio pendurado na parede da sala. Mas ela não via, não havia tempo pra isso. Estava acordada e, ainda assim, não percebia a realidade. Dentro dela não caberiam outras coisas, a não ser as lembranças de um amor sem igual.

"Não quero que esse momento acabe..." repetia isso como um mantra.

Nem fome, nem sede, nem sono, somente a saudade. Ninguém sabe ao certo quanto tempo ela ficou ali. Há quem diga que tudo isso durou apenas o tempo de um último suspiro.
 
Por Kelly Elizeu
*(esse texto não aceitou que a autora o intitulasse)
 
 
Um ótimo Café, um 2012 cheio de dicas e encontros nossos por aqui.
Um beijo!
Feliz Ano Novo

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dia Nacional do Samba (Com Atraso)

Dezembro não é mês só de Natal, ano novo e toda essa coisa que invade as nossas vidas.
Dezembro também é mês de samba!

Em primeiro lugar, o samba não veio da Bahia e muito menos do Rio, o samba veio da nossa amada África com os escravos. Lá o ritmo tem nome de semba ou umbigada (por causa da forma como se dança). Como os  escravos foram"distribuídos" entre Maranhão e São Paulo - principalmente - o samba tem características próprias em cada  lugar, mas ainda sim é samba.

Foi no Rio que a coisa tornou uma proporção maior, os escravos trazidos da Bahia para as lavouras de café do Rio, incrementaram o ritmo carioca com novos instrumentos, contornos e histórias. Daí, o Rio se tornou a capital brasileira  do samba.

Bem, desde então a coisa não parou de crescer. Escolas de samba nasceram, samba canção, bossa nova, samba de raiz e até o pagode, que é uma "vertente"do samba e não um ritmo (OK?).

Pra celebrar (mesmo atrasada) esse ritmo que começa na veia, vai no dedão do pé e volta nos quadris,  a gente preparou uma playlist com os grandes nomes do samba.

Então, vamos lá:

Cartola - Tive Sim
Zé Keti - A Voz do Morro
Adoniran Barbosa - Trem das Onze
Nelson Cavaquinho - Juízo Final
Noel Rosa - Conversa de Botequim
Ataulfo Alves - Na Cadência do Samba
Dorival Caymmi - O Samba da Minha Terra
Jackson do Pandeiro - Chiclete com Banana
Lupcínio Rodrigues - Vingança
Martinho da Vila -  Canta Canta Minha Gente
Bezerra da Silva - Candidato Caô Caô
Clara Nunes - Morena de Angola
Beth Carvalho - A Chuva Cai
Clementina de Jesus - Yaô
João Gilberto - Carinhoso
Tom Jobim - Samba de Uma Nota Só
Zeca Pagodinho - Faixa Amarela
Fundo de Quintal - O Show Tem que Continuar
Casuarina - Canto de Ossanha
Jovelina Pérola Negra - Menina Você Bebeu
Jorge Ben Jor - Mas que Nada
Paulinho da Viola - Sinal Fechado
Chico Buarque - Essa Moça Tá Diferente
Nara Leão - Camisa Amarela

Um ótimo samba!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tudo junto e misturado



Essa banda, tem uma coisa muito legal porque é feita entre amigos, para amigos, sobre amigos.
As composições são de histórias que acontecem no cotidiano de jovens como nós. Baladas, encontros e desencontros amorosos e por aí vai. 

Composta por 6 amigos, a banda Generu's, abre a estrada com o CD que reúne as composições do grupo, com um jeito pop rock de interpretar a música, eles conseguem mostrar com sinceridade o que querem.

Como a banda vem da proposta de tocar nos barzinhos de Cachoeiro, você com certeza vai ouvir de tudo um pouco,  desde Jota Queste até Engenheiros do Havaí.

Como quem quer mostrar a cara tem que dar o primeiro passo, o CD nasceu de forma completamente independente. 

Eu ouvi algumas faixas e o material está super legal. 

Então, para o café de hoje, Banda Generu's.
E já faço o convite, amanhã, no Sítio Moitão, lançamento do primeiro CD.



Vem gente!

Um ótimo café! 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Silva - Comum, mas lindo.

Eu sumi, mas a correria, fim de ano, produção daqui, corre dali, fica sem almoço aqui, loucura.
Mas eu não esqueci de vocês e separei coisinhas pra gente.


Deixa eu contar as novidades primeiro, depois falo da dica.
A primeira coluna pra Revista Cachoeiro Cult ficou pronta. Sim, o EeC vai virar revista! Olha como estamos importantes?! Rs. E começamos com uma homenagem linda. Dezembro eu compartilho aqui com vocês, mas por enquanto, fica o gostinho. (:


A dica dessa semana é: SILVA


SILVA nome de gente, nome comum, que na primeira esquina tem. Mas o SILVA de que falo é o nome do  primeiro EP do capixaba de 23 anos, Lucio Souza.
O capixaba, que estava andando lá pelas bandas da Irlanda, tocando nas ruas, festivais e pubs, trouxe para o Brasil um som muito doce, composições tranquilas, com vontade de ter mais.


SILVA é a compilação de batidas eletrônicas suaves, preguiçosas e letras com aquela coisa boa que o Los Hermanos tinha. 


Pra nossa alegria, SILVA está disponível para download. São 5 músicas que você quer ouvir e compartilhar com alguém. 
A minha predileta é: A Visita. Um chamado a levar a imaginação para os anos 40 e 50, pegar o seu amor e dançar um bolero. É simplesmente  linda. Outra maravilhosa é: Cansei. Que começa com um solo de piano, clássico, como as caixinhas de música de antigamente, em que a bailarina dançava, girava e depois, uma doce batida eletrônica, e quando digo doce,  é  doce mesmo!


Vem ouvir: http://www.mediafire.com/?c1yjzotpb0b5qdi
Página do facebook pra você curttir: http://www.facebook.com/listentosilva?sk=wall


SILVA, pra semana e pra sempre.
Um ótimo Café!




segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Badu, Badu, Badu


Badu, Badu, Badu...


Os primeiros acordes no lendário piano Fender Rhodes são tocados, a linha de baixo do
clássico do jazz So What começa ecoar, e as backing vocals cantam:


Badu, Badu, Badu, Badu...


Logo após, Rimshot...


http://www.youtube.com/watch?v=HEPo3DEBtUI


Essa é introdução de “Baduizm Live”, o primeiro disco que ouvi na íntegra de Mrs. Erykah
Badu.


Não a conheci ali, pois já havia assisitido pela MTV a transmissão de sua primeira apresentação
no Brasil, no finado Free Jazz Festival. Arrependi por não ter gravado. Sim, ainda em tempos de
VHS. 


Me lembro da figura daquela cantora negra com um turbante e roupas africanas. Sua
música:um soul moderno com pitadas generosas de jazz. Badu tinha na época todo um
discurso místico a respeito de sua música, do mundo e do nascimento do seu filho.Havia
símbolos egipicios pelo palco. Bem, para situar o leitor no tempo: estamos falando de 1997,
ano de lançamento do aclamado álbum “Baduizm”, disco de estréia da moça. Não foi preciso
muito mais que isso para que ela fosse coroada como “The Queen of Neo-Soul”. Baduizm
vendeu 3 milhões de cópias e faturou dois prêmios Grammy.


A partir dali, conheci Badu...


Baduizm, o disco de estréia, foi revolucionário. Por que? Simples: ninguém havia feito aquilo
antes. A voz de Erykah parecia uma fusão de Chaka Khan com Billie Holiday. Sim, ela carregava
a sensualidade do soul e ao mesmo tempo a entrega e o sofrimento do jazz de Billie Holiday. O
Neo-Soul conheceu ali não só sua rainha, mas também sua mais talentosa representante.


As batidas eletrônicas se misturam as melodias jazzisticas, o timbre do baixo acústico e do
piano elétrico, tudo isso pontuado pela belíssima e misteriosa voz de Badu.


Esses são alguns detalhes que me pegaram pelo ouvido e me fizeram seguir Erykah Badu.


Logo após veio Baduizm Live, onde percebemos todas as nuances de Baduizm! Comprovou
toda a competência do repertório e a qualidade de Badu como cantora.


Porém, fiquem tranquilos! Não vou falar detalhadamente de todos os discos! Mas é
impossível não falar do que veio depois do registro ao vivo de Baduizm. Estou falando da obra-
prima “Mama´s Gun”.


O segundo disco de estúdio de Erykah foi a prova da genialidade da artista. “Mama´s Gun”
trata de assuntos mais pessoais e maduros. Além disso o disco é constituído por uma gama de
estilos musicais, passando, obviamente, pelo soul e R&B mas com ecos do reggae e do rock.
As batidas eletrônicas deram lugar a uma sonoridade mais orgânica. Instrumentos vintage,
referências claras a mestres do soul como Stevie Wonder e Curtis Mayfield. Enfim, Badu
passou com louvor pela prova do segundo disco! Após Baduizm ela conseguiu se superar, e
escrever de vez seu nome na história da música negra norte-americana.


Mama´s Gun é um marco!


Na sequência virem Worldwide Underground, New Amerykah Part One (4thWorld War) e New
Amerykah Part Two (Return of the Ankh). Todos com a mesma mistura brilhante de soul, funk,
jazz!


Terminado o papo discografia, vamos falar um pouco da artista Erykah Badu:


Uma brilhante cantora, com domínio técnico e de linguagem incrível!


Uma artista inquieta! Sua música funciona mais ou menos como suas mudanças no visual:
primeiro os turbantes, depois um mega ultra black power! Depois alisou o cabelo, raspou a
cabeça,usou tranças, rasta, moicano descolorido e etc. Tudo isso acompanhado de roupas
cada vez mais extravagantes. Basicamente uma Lady Gaga da Black Music, porém (me
desculpem os fãs de Gaga) com uma superioridade artística inegável.


Se todo esse papo de fã ainda não te convenceu que Erykah Badu é uma artista brilhante,
ouça: Next Lifetime, Cleva, Bag Lady, I Want You, Bump It, Back in the Day, Window Seat...


Duvido que você não vá se render a elegância, o charme e a beleza da música de Erykah Badu.


Badu, Badu, Badu...
Por Lucas Arruda


Downloads: Baduzim
                 Mama's Gun
Vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=FbRAM0J73-
http://www.youtube.com/watch?v=9hVp47f5YZg&feature=list_related&playnext=1&list=AVGxdCwVVULXe39GrWQdgKFuXDnybObn7h




Bom Café!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um pouco fresca, talvez.


  Quando eu nasci, o meu anjo da guarda professou a seguinte frase: Ela será fresca!
Só pode ter sido isso que aconteceu. Se bem que não sou fresca ao extremo, pois muitas coisas eu tolero bem. E foi usando esse meu lado “não fresco” e a minha enorme curiosidade que eu, minha irmã e algumas amigas marcamos de ir a um restaurante de comida japonesa. Tava na cara que isso não ia dar certo, mas é sempre tão bonito ver, na televisão, as pessoas indo aos restaurantes
japoneses e comendo de rachi!   

  No dia combinado, ao chegarmos lá, eu logo pensei: “Hum... Isso aqui tem cheiro de peixaria extremamente limpa...” O ambiente é bem interessante, com lustres, mesas, garçons a caráter e coisa e tal, mas o que me deixou realmente incomodada foi a luz, ou melhor: a falta dela. Aquilo lá tá mais pra penumbra. Fiquei bastante constrangida, pois o clima estava mais pra casalzinho apaixonado e nós estávamos desacompanhadas. Assim que o momento sem graça passou, eu fiquei foi com medo. O que será que essa falta de luz estava tentando esconder? Enquanto me livrava desse pensamento, nos acomodamos.

  O sushiman trouxe o cardápio e, quando olhei aquele monte de nomes, minha vontade foi de
perguntar: tem com legenda em português? Nossa sorte foi a minha experiente irmã mais nova, que morou por dois anos em São Paulo e visitou vários desses restaurantes. Pedido feito e uma ansiedade quase palpável.

  Uma coisa não dá pra negar: nem em fast food a comida fica pronta tão rápido. Também, eles não usam fogo... Entre fotos, conversas, risos e treinamento para aprendermos usar o rachi, levanto
os olhos e vejo o sushiman vindo com um barquinho na mão. Como assim? Nós vamos comer ou fazer uma oferenda pra Iemanjá? Barquinho na mesa e eu, no auge da minha habilidade de comer
com “pauzinhos” ­ adquirida em cinco minutos de treinamento intensivo, pego um rolinho de arroz colado, envolvido num troço verde e com um pedaço de “não sei o que” no meio, passo pelo doce e
cremoso molho shoyo e corajosamente o levo à boca. Não foi tão difícil de engolir, já que tomei um bom gole de coca­cola em seguida.

  Não deu tempo de o meu paladar definir o que sentiu, porque foi um momento muito rápido.
O pior desse momento foi olhar pros lados e ver como as pessoas comem isso com uma boca tão boa. Pra não perder o hábito, pensei: “Acho que sou um ET!”
Pra acabar de vez com essa má impressão, decidi comer o tão famoso sashimi, muito
conhecido também como peixe cru. Metida que sou, fui logo no salmão, o mais caro, o cor ­ de­ rosa. Só não sei por que escolhi esse; logo eu, que sempre odiei rosa. Deve ser porque não havia um peixe azul. Sem perder a pose, pego um generoso pedaço de peixe, molho no shoyo e levo à boca. Acho que nada do que eu disser/escrever daqui pra frente vai conseguir ser fiel àquilo que senti. Foi uma mistura de nojo, pânico, medo, desespero, vergonha e sei lá mais o quê. Só consigo imaginar uma maneira de explicar a sensação que tive. Sabe baiacu, aquele peixe que quando está em perigo vai inflando, inflando e finge de morto pra escapar? Pois é! Foi um desespero ter a certeza de que isso era o que estava acontecendo dentro da minha boca.

  O pânico aumentou a níveis inimagináveis quando percebi minha amiga tentando deixar esse momento humilhante da minha vida registrado nos vídeos do seu celular. É melhor mesmo que tenha
apenas registros de memória, e, se Deus quiser, daqui uns anos, a falta dela.
Não dava pra engolir o “baiacu gigante” que estava na minha boca! Num ato de pura sobrevivência, peguei um guardanapo e literalmente cuspi o danado. Alívio total! Tanto pra mim, quanto pro peixe. Tenho certeza de que foi o pior dia de nossas vidas. Minha vontade naquela hora era de chamar o sushiman e perguntar: “Já ouviu falar em picanha bem passada?”

  Agora já sei o que responder quando me convidarem para ir num restaurante japonês: “Não,
obrigada, prefiro um tratamento de canal.” Aproveito pra deixar registrada minha admiração por aqueles que gostam da culinária japonesa. Parabéns pela coragem e pelo estômago de avestruz! Porém, serei eternamente grata aos nossos antepassados, os homens das cavernas. A eles, toda minha gratidão e todo meu respeito. Penso em, futuramente, tatuar em mim a seguinte frase: “Obrigada, Senhor, pela descoberta do fogo!”

Por Kelly Elizeu

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Meliante


Meliante

"Você não sabe o que levei de sua mão. Só saberá quando lhe faltarem os versos reversos inversos escritos em contradição. Quando em plena prosa as palavras parecerem presas e não puder mais manter as portas abertas, os olhos fechados, as mãos postas, o sonho escondido debaixo da mesa. Quando todas as vezes que me vir lhe faltar o adeus.



Quando em pleno discurso erguer os dedos e perceber que deles só não levei os seus medos, porque dedos e medos já me bastam os meus. E se prestar um pouco de atenção perceberá tua sorte por eu não ter levado o toque da sua mão, apesar de tentar, discretamente, tirar da sua palma o eme e escrever com ele seu nome numa canção.



Você não sabe o que ficou em minha mão."


Por Kelly Elizeu

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Talento é pra quem tem.

Talento é pra quem tem.
Quando o talento é demais você não tem como
segurar, uma hora ele vai vazar e explodir e ser um sucesso.

Com a DIVA e, essa sim merece o título, foi assim.

Etta James, nascem em 1928, nos EUA. Pai não conheceu, mas desconfiava que era branco. A mãe, uma adolescente de 14 anos, deixou a criança para ser cuidada por um casal,
dono de uma pensão, e foi viver a vida, por assim dizer.

Etta, frequentava o coral da Igreja Batista do bairro, e lá, foi treinada a cantar.
A voz da menina atraía várias pessoas para a igreja, que queriam saber quem era a criança de apenas 6 anos. A fama de Etta James começou a despertar a ganância de Mama Lu, o então cuidador da menina que começou a cobrar pelas apresentações.

Em casa, nas noites em que Mama Lu ia jogar poker com os amigos, ele acordava a menina na alta madrugada para cantar para os convidados, o despertar era aos gritos e surras, o que fazia com Etta ganhasse o trauma de não conseguir se apresentar sob pressão.

A mãe de Etta, quando soube das ameaças, volta e busca a filha já adolescente e em 1950, mudam-se para São Francisco, onde montam o grupo Peaches com Johny Otis. O sucesso é certo. E o trio ficou no topo das paradas de sucesso e entre as 100 melhores músicas da nação. E Etta é convidada por Little Richards para participar com ele em suas turnês.

Etta James é uma cantora incrível, dona de um contralto poderosíssimo, passou pelo R&B, Blues, Rock, Gospel, Pop, Soul e Jazz.

Já foi backing vocal de Chuck Barry, teve o mesmo produtor que Janis Joplin, nos anos 80 fez várias turnês com os Rolling Stones, ganhou vários prêmios e sempre que lançava um single ou disco, dominava as paradas de sucesso. Está na lista das 100 melhores músicas e discos do mundo da Revista Rolling Stone.

Como os principais nomes do cenário musical mundial, Etta também teve sua passagem no mundo das drogas, o que a impedia de fazer mais sucesso. Viciada em Heroína, Etta vivia nas clínicas de reabilitação e na polícia. Ela conta em sua autobiografia que esse período foi necessário para se reconhecer e a perceber que estava destruindo a si mesma.

O principal álbum é At Last (download aqui).

Etta hoje está internada com suspeita de leucemia, mas é respeitada pelos grandes nomes do cenário da música POP atual. A cantora Adele, tem Etta James, como sua principal referência para cantar.

Mais download: aqui e aqui.
48 vídeos legais: http://www.youtube.com/playlist?list=PL65F549A0950A07F6
bom café.



domingo, 21 de agosto de 2011

Nuvem Negra - Kelly Elizeu


Nuvem Negra


Eu sempre tropeço nesse meu retrocesso procurando você.

Te encontro nas flores, no vento, no mar e na chuva,

no aroma, nas cores e sabores, em cada esquina, em cada curva.

Mas se te encontro não me acho,

porque somos o real e o imaginário,

o absoluto e o abstrato.

Você é apenas uma imagem que captei e guardei num retrato

que de colorido só tem o céu.

Fotografia de má qualidade que está se apagando e

em breve só restará o papel.

Você é nuvem negra que choveu em mim.

Tempestade que não passa.

Esperança que acaba, sentimento ruim.

Arrependimento molhado que transborda,

entorna e escorre pelo chão.

Tudo por causa dessa sua maldita mania

de despedaçar meu coração.


Por Kelly Elizeu

http://www.facebook.com/profile.php?id=100000293959585

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sozinho ou Junto. Quem é bom é bom.


Quem é bom no que faz, não depende de estar em um grupo ou sozinho. Vai ser bom e pronto.
Falando em música, temos vários exemplos assim, gente que tocava com a família, mas tinha trabalhos paralelos, uma banda em que todo mundo tem um cd solo de ótima qualidade.

Aqui no Brasil a gente tem, Fernanda Takai, Paula Toller, Nina Becker, Thalma de Freitas e mais um monte.

A dica de hoje, fica e com muito respeito pelo trabalho, com o Titã, Sérgio Britto.

Não precisamos falar aqui da qualidade do moço, que para quem gosta dos Titãs, sabe do talento do cara.

Apesar de continuar na linha das músicas dos Titãs, as letras estão carregadas de uma sensibilidade e de uma certa particularidade da personalidade do bonito.
Contam um cotidiano, desejo e íntimo que fazem você viajar no seu próprio dia-a-dia.

No blog dele, encontramos mais um pedaço do cara e que, para uma leiga como eu, que não acompanha o trabalho dos Titãs (apesar de gostar muito) e não tem muita "intimidade" com cada um deles, o blog é um prato bem servido de coisa boa. Desde vídeo clipes produzido pelo próprio Sérgio, até dicas do que ele gosta e quer compartilhar.

A música que me fez despertar para o trabalho solo dele foi "Pra Te Alcançar", uma música tão triste e linda, leve e pura que me fez parar pra prestar atenção no que ele produz.

Então, a dica de hoje é, Sérgio Britto - SP55.
Bom Café.







segunda-feira, 16 de maio de 2011

Rox!


Sabe aquela música para o fim da tarde, que você chega em casa joga o sapato pro lado, se joga no sofá e só presta atenção na harmonia e melodia daquele momento? Pois é, essa harmonia para tal momento tem nome: Rox.

Uma negra de mistura jamaicana e iraninana, de 22 anos que ganhou as paradas de sucesso. Dona de uma voz poderosa, que combina no ritmo reggae, jazz, soul, pop e blues.
Voz marcante como Amy Winehouse e um gingado e musicalidade como Laurin Hill e Corine Bailey Ray inconfundíveis. A menina mostra que manda muito bem!
Começou com os corais de igreja, passou pelo teatro e despontou no ano passado no EP Memoirs, que é maravilhoso, romântico, ensolarado e que não faz querer parar de ouvir.
Então galerinha, a dica de hoje é Roxanne Tataei.

Aqui tem um clipe muito legal!


É isso gente! Um bom café pra vocês.
Um beijo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Aniversário II

Desejo a você…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
(Carlos Drummond de Andrade)

Gente, que lindo isso! ganhar parabéns por poesia!... Brigada Karolzinha!

=)

Aniversário


ANIVERSÁRIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos, 15-10-1929


Para marcar meu aniversário, recebi hoje, esse poesia/história de uma pessoa muito querida!

Adorei Villinevy! Obrigada!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Música: Força e Influência...


Como a música exerce uma influência sobre nós.
Não podemos questionar, que nas décadas de 40 a 80, nosso cenário político foi marcado por tristes momentos. E o papel da música, em alguns casos, foi o estupim da esperança para muitas pessoas. No Brasil, durante a ditadura, as pessoas se apegavam aos eventos musicais, festivais, e tinham as canções como hinos de vitória, momentos de fazer ouvida a voz daqueles que não tinham como falar.

Hoje eu acordei com a música Todos estão surdos, composta por Erasmo Carlos e Roberto Carlos em 1971. Não que eles fossem os libertários das massas na época, mas essa música tem uma letra muito forte e que para muitos, foi a filosofia de vida durante muito tempo. Meu avô mesmo, até hoje tem essa ideologia na cabeça por causa dessa música.

Mas, quantas e quantas músicas não serviram para levar força e esperança de dias melhores na nossa história?

Eu sinto falta dessa força no cenário musical atual. Temos muito nomes bons, gente boa, mas as músicas que arrebatam multidões para dar esperança ou motivar as pessoas... Estão perdidas ou sei lá, não ganham esse sopro de vida.

Então, minha dica de hoje para download é: Todos estão surdos - Roberto Carlos



Vou mandar um salve para a galera que tem visitado o blog, a força do Caetano Monteiro, Tózin, Gustavo Ribeiro e Flávio Borgneth. Obrigada povo!

+)



terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Internacional do Rock


Há 25 anos atrás, a vontade de ajudar as pessoas que passavam fome na Etiópia motivou o acontecimento do evento que marcou para sempre nosso 13 de julho, data que comemoramos o Dia Internacional do Rock.

Nomes como: Phill Collins, Queen, David Bowie, Black Sabbath, U2, BB King fizeram parte desse movimento e ajudaram a eternizar o Rock, não só pelo talento de cada um, mas pela vontade de fazer algo diferente para alguém.

O som "anárquico" caiu nas graças dos jovens e já era febre mundial, depois de Woodstock, o Live Aid mostrou a força que o Rock tinha e tem até hoje.

Eu não preciso ficar repetindo nomes importantes para a história do rock, por que sei que todos conhecem muito bem cada um ou pelo menos já ouviram falar.

Do Live Aid, nasceu a canção Do They Know It’s Christmas Time at Al, que também foi gravada em 2005 pelos participantes do Live 8, um evento pedindo que os países perdoassem as dívidas dos países participantes do G8, principalmente a África.

Aqui nesse link ( http://www.youtube.com/watch?v=qtPvl58ZM94&feature=related) você confere a versão de 2005 da Do They Know It's Christmas Tima at Al

O mais legal disso tudo é saber que pessoas que parecem estar mergulhadas em sua fama, também se preocupam com o que acontece no mundo, e promovem eventos como esse, para mostrar a realidade social de uma forma diferente. Alguns podem até dizer que é uma forma ridícula de mostrar isso, já que enquanto uns festejam, as coisas continuam acontecendo na Etiópia ou em qualquer outro lugar. Mas, na minha opnião, eles estão fazendo a parte deles, coisa que muitos de nós não fazemos e nos fechamos no nosso comodismo.



Para vocês... Um feliz dia internacional do rock.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Curumin

Ascendente espanhol/japonês, logo Luciano Nakata Albuquerque foi batizado de curumin, e é com esse nome que estourou em 2005.

Música Popular Brasileira, funk clássico, hip hop, samba, eletrônico, bossa nova e jazz jogados na panela resultaram em músicas de altíssima qualidade.
O que chama mais atenção é o som de percussão e bateria, contra-baixo e baixo sempre bem marcados e saltando da melodia. Coisa linda.


No ano passado, fez uma participação especial no Som Brasil especial Jorge Ben Jor, tocando a música Xica da Silva, irreverente e diferente, mostrou que tem talento e homenagear uma de suas maiores influências foi realmente emocionante.

Passa aqui pra ver os caras: http://sombrasil.globo.com/videos/v/xica-da-silva-curumim/1178675/#/Homenageados/Jorge Ben Jor/page/1


O mais recente trabalho é Japan Pop Show (download aqui) e as músicas abordam sempre temáticas sociais ou coisinhas bonitas.

Essa é a dica de hoje! Bom café!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tem que ser artista...

Como fazer um filme sem "cenário"? Lars von Trier responde como no filme Dogville.
Lançado em 2003, tem em seu elenco Nicole Kidman e Paul Bettany.
O intrigante do filme é que Lars von Trier não trabalha com os cenários hollywoodianos. Ele explora a capacidade de interpretação dos atores em cada segundo do filme.

Gravado dentro de um galpão com fundo infinito e somente alguns elementos e marcações no chão, a trama segue com a chegada de uma estranha, que está fugindo de gângsters, no pequeno vilarejo. É acolhida pela comunidade em troca dos serviços que deve prestar a população. Num dado momento, a comunidade começa exigir demais da moça e não sabem o perigo que correm.

Não existe trilha sonora, dia e noite, ou alguns momentos do filme, são marcados pela variação de luz. A atuação de cada ator, é impressionante.

Ficha Técnica:
Título original: Dogville
  • Gênero: Drama
  • Duração: 02 hs 57 min
  • Ano de lançamento:2003
  • Site oficial: http://www.dogville.dk/
  • Direção: Lars Von Trier
  • Roteiro: Lars Von Trier
  • Produção: Vibeke Windelov
  • Música:
  • Fotografia: Anthony Dod Mantle
  • Direção de arte:
  • Figurino:Manon Rasmussen
  • Edição:Molly Marlene Stensgard
  • Efeitos especiais:




  • Eu vi, gostei e recomendo!