Mostrando postagens com marcador sou music. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sou music. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Badu, Badu, Badu
Badu, Badu, Badu...
Os primeiros acordes no lendário piano Fender Rhodes são tocados, a linha de baixo do
clássico do jazz So What começa ecoar, e as backing vocals cantam:
Badu, Badu, Badu, Badu...
Logo após, Rimshot...
http://www.youtube.com/watch?v=HEPo3DEBtUI
Essa é introdução de “Baduizm Live”, o primeiro disco que ouvi na íntegra de Mrs. Erykah
Badu.
Não a conheci ali, pois já havia assisitido pela MTV a transmissão de sua primeira apresentação
no Brasil, no finado Free Jazz Festival. Arrependi por não ter gravado. Sim, ainda em tempos de
VHS.
Me lembro da figura daquela cantora negra com um turbante e roupas africanas. Sua
música:um soul moderno com pitadas generosas de jazz. Badu tinha na época todo um
discurso místico a respeito de sua música, do mundo e do nascimento do seu filho.Havia
símbolos egipicios pelo palco. Bem, para situar o leitor no tempo: estamos falando de 1997,
ano de lançamento do aclamado álbum “Baduizm”, disco de estréia da moça. Não foi preciso
muito mais que isso para que ela fosse coroada como “The Queen of Neo-Soul”. Baduizm
vendeu 3 milhões de cópias e faturou dois prêmios Grammy.
A partir dali, conheci Badu...
Baduizm, o disco de estréia, foi revolucionário. Por que? Simples: ninguém havia feito aquilo
antes. A voz de Erykah parecia uma fusão de Chaka Khan com Billie Holiday. Sim, ela carregava
a sensualidade do soul e ao mesmo tempo a entrega e o sofrimento do jazz de Billie Holiday. O
Neo-Soul conheceu ali não só sua rainha, mas também sua mais talentosa representante.
As batidas eletrônicas se misturam as melodias jazzisticas, o timbre do baixo acústico e do
piano elétrico, tudo isso pontuado pela belíssima e misteriosa voz de Badu.
Esses são alguns detalhes que me pegaram pelo ouvido e me fizeram seguir Erykah Badu.
Logo após veio Baduizm Live, onde percebemos todas as nuances de Baduizm! Comprovou
toda a competência do repertório e a qualidade de Badu como cantora.
Porém, fiquem tranquilos! Não vou falar detalhadamente de todos os discos! Mas é
impossível não falar do que veio depois do registro ao vivo de Baduizm. Estou falando da obra-
prima “Mama´s Gun”.
O segundo disco de estúdio de Erykah foi a prova da genialidade da artista. “Mama´s Gun”
trata de assuntos mais pessoais e maduros. Além disso o disco é constituído por uma gama de
estilos musicais, passando, obviamente, pelo soul e R&B mas com ecos do reggae e do rock.
As batidas eletrônicas deram lugar a uma sonoridade mais orgânica. Instrumentos vintage,
referências claras a mestres do soul como Stevie Wonder e Curtis Mayfield. Enfim, Badu
passou com louvor pela prova do segundo disco! Após Baduizm ela conseguiu se superar, e
escrever de vez seu nome na história da música negra norte-americana.
Mama´s Gun é um marco!
Na sequência virem Worldwide Underground, New Amerykah Part One (4thWorld War) e New
Amerykah Part Two (Return of the Ankh). Todos com a mesma mistura brilhante de soul, funk,
jazz!
Terminado o papo discografia, vamos falar um pouco da artista Erykah Badu:
Uma brilhante cantora, com domínio técnico e de linguagem incrível!
Uma artista inquieta! Sua música funciona mais ou menos como suas mudanças no visual:
primeiro os turbantes, depois um mega ultra black power! Depois alisou o cabelo, raspou a
cabeça,usou tranças, rasta, moicano descolorido e etc. Tudo isso acompanhado de roupas
cada vez mais extravagantes. Basicamente uma Lady Gaga da Black Music, porém (me
desculpem os fãs de Gaga) com uma superioridade artística inegável.
Se todo esse papo de fã ainda não te convenceu que Erykah Badu é uma artista brilhante,
ouça: Next Lifetime, Cleva, Bag Lady, I Want You, Bump It, Back in the Day, Window Seat...
Duvido que você não vá se render a elegância, o charme e a beleza da música de Erykah Badu.
Badu, Badu, Badu...
Por Lucas Arruda
Downloads: Baduzim
Mama's Gun
Vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=FbRAM0J73-
http://www.youtube.com/watch?v=9hVp47f5YZg&feature=list_related&playnext=1&list=AVGxdCwVVULXe39GrWQdgKFuXDnybObn7h
Bom Café!
Marcadores:
afro,
alegria,
arte,
baduzim,
café,
canto,
conversas,
cultura pop,
dicas,
encontro e café tay barreto,
erykah badu,
funk,
hip hop,
mamas gun,
music,
música,
sou music,
soul music
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Direto do Gueto...
A gente sabe que os negros nunca tiveram muitos privilégios desde que nos entendemos por gente. E para ganhar um espaço, nós, negros (sim! eu tenho mais em mim de negros do que brancos) sempre temos que mostrar algo a mais, vencer as barreiras e sobrepor a opinião alheia. Com Janelle Monáe, não foi diferente.
Ela que é do gueto de Kansas City, classe média, encontrou na música a forma de lutar contra o preconceito e sustentar a família, já que a mãe era faxineira e o pai viciado em drogas.
Sua música segue influência de James Brown, Michael Jackson, mas tem raízes fortes no hip hop, soul music, gospel... Não é uma artista pop ah lá MTV. É simples, ousada e que causa em suas apresentações.
O primeiro EP (Metropolis - The Chase Suite) foi inspirado no filme Metropolis de Fritz Lang - 1927, que narra a história de uma cidade onde os trabalhadores, cansados de serem escravizados pelas máquinas e cansados da miséria resolvem reivindicar seus direitos.
A continuação do EP Metropolis, veio a gravação do CD The ArchAndroid que estourou em um enorme sucesso e que abre o leque para todas as vertentes do POP sem perder suas raízes.
Já foi indicada ao Grammy Americano nas categorias de melhor compositora, cantora, dançarina e performer.
Vale a pena conferir o som da menina... Som explosivo, bem James Brown e bem futurista ao mesmo tempo.
Para download: Tightope (feat. Big Boi) - Janelle Monáe
E como dica do nosso amigo Caetano Monteiro: Som gostoso, calmo e feliz. Começar o dia assim foi muito bom! www.myspace.com/momoproject
Assinar:
Postagens (Atom)

