Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Entrelinhas



Nas linhas as palavras.
Nas entrelinhas o silêncio daquilo que não precisa ser dito ou escrito.
O que escrevo está nas linhas,
mas eu, eu estou nas entrelinhas.
Para entender as palavras não precisa ser gênio,
sábio ou um mestre revolucionário,
basta ter em mãos um dicionário.
Já as entrelinhas a gente entende no olhar,   
no sorriso, no gesto, no ar.
Brincar com as palavras é lindo,
porque posso ser o belo e o feio,
a vida e a morte, o amor e a solidão,
o alegre e o trágico, mas para brincar
com o pensamento não existem palavras: é mágico!

Por Kelly Elizeu.



Dica de música:  
http://www.youtube.com/watch?v=5VZLC8YFmj8

Bom Café.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Milena Paixão...

porque você é esse transbordamento
de coragem, de amor
essa aragem, prenúncio
esse clamor
de vontades abertas
ofertas
liquidação de coisas boas
dessas que a gente acha e não acredita
remexe araras, prateleiras,
pronto: precisa.
peço pra embrulhar esses olhos claros
esse desejo perene de alturas
nossas tantas reconhecências
levo tudo na concha das mãos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Aniversário II

Desejo a você…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
(Carlos Drummond de Andrade)

Gente, que lindo isso! ganhar parabéns por poesia!... Brigada Karolzinha!

=)

Aniversário


ANIVERSÁRIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos, 15-10-1929


Para marcar meu aniversário, recebi hoje, esse poesia/história de uma pessoa muito querida!

Adorei Villinevy! Obrigada!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Curumin

Ascendente espanhol/japonês, logo Luciano Nakata Albuquerque foi batizado de curumin, e é com esse nome que estourou em 2005.

Música Popular Brasileira, funk clássico, hip hop, samba, eletrônico, bossa nova e jazz jogados na panela resultaram em músicas de altíssima qualidade.
O que chama mais atenção é o som de percussão e bateria, contra-baixo e baixo sempre bem marcados e saltando da melodia. Coisa linda.


No ano passado, fez uma participação especial no Som Brasil especial Jorge Ben Jor, tocando a música Xica da Silva, irreverente e diferente, mostrou que tem talento e homenagear uma de suas maiores influências foi realmente emocionante.

Passa aqui pra ver os caras: http://sombrasil.globo.com/videos/v/xica-da-silva-curumim/1178675/#/Homenageados/Jorge Ben Jor/page/1


O mais recente trabalho é Japan Pop Show (download aqui) e as músicas abordam sempre temáticas sociais ou coisinhas bonitas.

Essa é a dica de hoje! Bom café!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Amor Não Existe...


Não acredito que o amor exista, vou lhe explicar porque.

O amor é um sentimento puro, limpo, branco, sem marca ou ganância. Acredito que ele só se manifeste no momento em que somos concebidos, crianças doces e delicadas, que merecem carinho e atenção. Mas quando crescemos, vamos aprendendo o que realmente é a vida e somos corrompidos ou manchados e o amor já não se manifesta mais.

O amor é um sentimento divino, nós por acaso, somos alguma espécie de santidade para o fazê-lo manifestar? Não.

Acredito que exista companheirismo, amizade, desejo, carne, atração, ódio, viver bem, segurança, paixão, tesão, sexo, vontade de estar perto, identificação, compaixão, mas amor... amor não!

O amor que aprendemos vendo TV, lendo histórias, contos, poemas ou em imagens publicitárias é um amor corrompido por alguma coisa. Pelo sonho alheio, não idealizado por nós, experiência de outros. Outra pessoa já decidiu por nós.

Quando começamos uma relação do zero (seja afetiva ou o que for) idealizamos coisas que nunca serão cumpridas. Imaginamos o príncipe no cavalo branco, mas quando o marco sai do zero, começa a se mover, percebemos que as coisas não são bem assim e o cavalo de branco, começa a ficar cinzento.

Não sou fria e calculista, sou realista. Encontramos alguém ou algo, nos apaixonamos, sentimentos incontroláveis tomam posse de nós e já não dominamos a nós mesmos. Mas... quanto a amar, amor... Esse não nos compete sentir.
Tay Barreto




quarta-feira, 30 de junho de 2010

Boas Vindas


Boas vindas pra você e pra mim...

Bem, aqui nós vamos conversar ou você só lerá sobre tudo. Música, poesia, conto, cinema, fotografia, artes plásticas e mais um pouco da besteira do meu dia-a-dia.


E para começar, vamos de música...
Um grupo de amigos que resolveu fazer um som baseado na poesia da vida e através dele expressar a fé e a alegria em viver. Eles são do Palavrantiga

Você pode conferir o som dos caras e encontrar mais nos endereços abaixo:

MYSPACE: myspace.com/palavrantiga

BLOG: palavrantiga.com

TWITTER: @palavrantiga



E é isso povo... Eu volto depois com mais novidade.

Beijo