segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Ei gente!
Nós nos mudamos...
Acompanhar as melhorias dos espaços é preciso.
E para que você acompanhe o blog com mais facilidade, nos adaptamos.
O novo endereço é esse: http://encontroecafe.wordpress.com/
Vamos continuar com o mesmo café de sempre, o melhor bate-papo e todas as coisas boas da vida.
Um ótimo café no novo endereço!
E vem, vai ter bolo!
Beijo!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
To Curtis
Escrever sobre Curtis Mayfield não é tarefa simples...
Não se trata apenas da música brilhante que ele produziu em seus quase 40 anos de carreira, mas também do papel fundamental que ele exerceu sobre as questões sociais e políticas no mundo, mas principalmente nos EUA na flamejante década de 60.
Curtis Mayfield começou a carreira do lado do grupo “The Impressions” no final dos anos 50. Debutou no mundo fonográfico em 1963 quando o grupo lançou seu primeiro álbum. Era o início de uma carreira brilhante que literalmente mudou o rumo da música negra norte americana.
Curtis não destacava apenas pela sua habilidade como cantor ou instrumentista. Era um brilhante compositor, e naquela época a maioria dos cantores de soul não escreviam seu próprio material. Curtis escrevia, e suas palavras não cantavam apenas o amor. Ele cantou a dor, as dificuldades e os problemas enfrentados pelos negros na década de 60. Era a narração do cotidiano vivido pelo seu povo em meio uma sociedade preconceituosa e segregacionista.
Essa música é basicamente uma “Gospel Song” mas que demonstrou a crescente preocupação social e política de Curtis. Se tornou um hino na luta pelo direitos civis nos Estados Unidos. Eleita por Martin Luther King como sua canção favorita. Não é preciso dizer mais nada. Ouça, e leia a letra com atenção.
Curtis também escreveu belíssimas canções de amor, como a sensível “So In Love” do disco “There´s no Place like America Today” título que ironiza a sociedade norte-americana já que a capa traz uma fila de negros em frente a um gigantesco outdoor onde figura uma sorridente família branca americana. Também em seu disco Live (1971) ele interpreta lindamente o clássico “We’ve Only Just Begun” eternizado pelos Carpenters. A canção ganha um diferente significado na voz de Curtis. E mesmo nas canções de protesto o que se destaca o tom de esperança que Curtis conseguia transmitir nas letras.
A década de 70 foi época de muito sucesso e extremamente produtiva, portanto minha dica é: procure por todos discos, ouça com atenção e leia as letras. Assim, Curtis cravou de vez seu nome na seleta lista dos gênios musicais do século 20.
Apesar de não repetir o sucesso comercial da década de 70, Curtis lançou alguns discos e continuou seus trabalhos como compositor e produtor nos anos 80.
Porém no dia 13 de agosto de 1990 Curtis fazia um show ao ar livre em Nova York quando parte do equipamento de luz se soltou e infelizmente o atingiu. O acidente o deixou tetraplégico, e poderia significar o fim de sua carreira. Mas não foi isso que veio a seguir.
Curtis faleceu no dia 26 de Dezembro em 1999, aos 57 anos.
O mundo da música se despediu de um artista de enorme talento que cantou a beleza do amor, a esperança de um mundo melhor e transformou a injustiça social e a desigualdade em verdadeiras pérolas do soul cantadas diretamente para o seu povo.
Me despeço com um trecho da canção Choice of Colors, gravada pelo grupo “The Impressions”, em 1969:
“People must prove to the people
A better day is coming for you and for me
With just a little bit more education
And love for our nation
Would make a better society”
With Love, To Curtis...
http://www.youtube.com/watch?v=Fv8Rhiibix0
http://www.youtube.com/watch?v=4QglEbgON9o&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=t-l91O9VxN0
Por Lucas Arruda.
Um ótimo Café!
Não se trata apenas da música brilhante que ele produziu em seus quase 40 anos de carreira, mas também do papel fundamental que ele exerceu sobre as questões sociais e políticas no mundo, mas principalmente nos EUA na flamejante década de 60.
Curtis Mayfield começou a carreira do lado do grupo “The Impressions” no final dos anos 50. Debutou no mundo fonográfico em 1963 quando o grupo lançou seu primeiro álbum. Era o início de uma carreira brilhante que literalmente mudou o rumo da música negra norte americana.
Curtis não destacava apenas pela sua habilidade como cantor ou instrumentista. Era um brilhante compositor, e naquela época a maioria dos cantores de soul não escreviam seu próprio material. Curtis escrevia, e suas palavras não cantavam apenas o amor. Ele cantou a dor, as dificuldades e os problemas enfrentados pelos negros na década de 60. Era a narração do cotidiano vivido pelo seu povo em meio uma sociedade preconceituosa e segregacionista.
Tudo bem, vamos entender a situação. Anos 60, Estados Unidos da América! A comunidade Afro-Americana indo as ruas reivindicando melhores condições de vida e respeito. Reivindicando o fim da segregação racial, lutando pelo voto, pelo direito de estudo. Muitas mortes, líderes calados, intolerância, racismo. Este era o cenário.
Essa música é basicamente uma “Gospel Song” mas que demonstrou a crescente preocupação social e política de Curtis. Se tornou um hino na luta pelo direitos civis nos Estados Unidos. Eleita por Martin Luther King como sua canção favorita. Não é preciso dizer mais nada. Ouça, e leia a letra com atenção.
Curtis iniciou sua carreira solo em 1970. A partir desse ponto outros artistas do soul incorporaram o discurso político em seus discos. Vale a pena citar o clássico de 1971 “What´s Going On” de Marvin Gaye, disco importantíssimo da história do soul. Além de “Innervisions” de Stevie Wonder, lançado um pouco depois, em 1973.
Nos anos 70 Curtis lançou vários discos, produziu muita gente e ainda fez trilhas sonoras brilhantes para filmes do gênero Blaxploitation. “Superfly” é um dos filmes que Curtis compôs a trilha. Incrível e genial. O álbum recebeu 4 indicações ao Grammy e vendeu 1 milhão de cópias.
Curtis também escreveu belíssimas canções de amor, como a sensível “So In Love” do disco “There´s no Place like America Today” título que ironiza a sociedade norte-americana já que a capa traz uma fila de negros em frente a um gigantesco outdoor onde figura uma sorridente família branca americana. Também em seu disco Live (1971) ele interpreta lindamente o clássico “We’ve Only Just Begun” eternizado pelos Carpenters. A canção ganha um diferente significado na voz de Curtis. E mesmo nas canções de protesto o que se destaca o tom de esperança que Curtis conseguia transmitir nas letras.A década de 70 foi época de muito sucesso e extremamente produtiva, portanto minha dica é: procure por todos discos, ouça com atenção e leia as letras. Assim, Curtis cravou de vez seu nome na seleta lista dos gênios musicais do século 20.
Apesar de não repetir o sucesso comercial da década de 70, Curtis lançou alguns discos e continuou seus trabalhos como compositor e produtor nos anos 80.
Porém no dia 13 de agosto de 1990 Curtis fazia um show ao ar livre em Nova York quando parte do equipamento de luz se soltou e infelizmente o atingiu. O acidente o deixou tetraplégico, e poderia significar o fim de sua carreira. Mas não foi isso que veio a seguir.
Curtis ainda compôs material para seu último disco de estúdio “New World Order”. Ele também produziu e dirigiu as gravações do álbum. O disco foi lançado em 1997.
Recebeu também na década de 90 dois prêmios Grammy pela sua contribuição musical:
Em 1994: Grammy Legend Award
Em 1995: Grammy Lifetime Achiviement Award
Sua saúde foi se debilitando em virtude de sua paralisia e da diabetes. Em 1999 entrou para o Rock and Roll Hall of Fame, mas não pode comparecer a cerimônia em virtude da saúde frágil.
Curtis faleceu no dia 26 de Dezembro em 1999, aos 57 anos.
O mundo da música se despediu de um artista de enorme talento que cantou a beleza do amor, a esperança de um mundo melhor e transformou a injustiça social e a desigualdade em verdadeiras pérolas do soul cantadas diretamente para o seu povo.
Me despeço com um trecho da canção Choice of Colors, gravada pelo grupo “The Impressions”, em 1969:
“People must prove to the people
A better day is coming for you and for me
With just a little bit more education
And love for our nation
Would make a better society”
With Love, To Curtis...
http://www.youtube.com/watch?v=Fv8Rhiibix0
http://www.youtube.com/watch?v=4QglEbgON9o&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=t-l91O9VxN0
Por Lucas Arruda.
Um ótimo Café!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Preciosa
O mundo está mesmo uma grande reviravolta.
A cada dia que você lê o jornal, vê um comentário do vizinho, um apelo de alguém na internet por justiça, percebemos que a coisa não está normal (na verdade acho que nunca esteve).
Resolvi me desligar disso tudo na virada do ano e tentar ficar em paz com a minha mente, limpar o cotidiano... começar 2012 com a cabeça fresca. Escolhi alguns títulos para ler (por que não existe nada melhor para fugir da rotina do que se enfiar em um mundo que não é seu), mas fui surpreendida pela história de Claricee Precious Jones.
Precious é a personagem do livro, "Preciosa", de Sapphire (nome artístico de Ramona Lofton). No livro, Sapphire conta a história (narrada em primeira pessoa) de uma jovem analfabeta, obesa, negra, aos 16, grávida do segundo filho, abusada sexualmente pelos pais desde os três, moradora do Harlem nova-iorquino.
No livro, a autora resolveu manter os erros ortográficos da personagem, para dar uma sensação de que estamos ao lado da jovem, que semeia, com medo, sua história.
Em detalhes, ela conta seus sofrimentos ao lado do pai, a negligência da mãe, a ajuda da escola que a fez conhecer um mundo novo através da escrita. A voz que ganhou, os amigos que fez, o amor que nasceu pelo filho Abdul (e de quebra, pela filha "Monguinha", portadora de Síndrome de Down e que não vê desde o nascimento, quando ainda tinha 12 anos).
Um ótimo café!
A cada dia que você lê o jornal, vê um comentário do vizinho, um apelo de alguém na internet por justiça, percebemos que a coisa não está normal (na verdade acho que nunca esteve).
Resolvi me desligar disso tudo na virada do ano e tentar ficar em paz com a minha mente, limpar o cotidiano... começar 2012 com a cabeça fresca. Escolhi alguns títulos para ler (por que não existe nada melhor para fugir da rotina do que se enfiar em um mundo que não é seu), mas fui surpreendida pela história de Claricee Precious Jones.
Precious é a personagem do livro, "Preciosa", de Sapphire (nome artístico de Ramona Lofton). No livro, Sapphire conta a história (narrada em primeira pessoa) de uma jovem analfabeta, obesa, negra, aos 16, grávida do segundo filho, abusada sexualmente pelos pais desde os três, moradora do Harlem nova-iorquino.
Qualquer semelhança da história de Precious com nosso cotidiano é mera coincidência. Sua vida é contada no início dos anos 80.
Em detalhes, ela conta seus sofrimentos ao lado do pai, a negligência da mãe, a ajuda da escola que a fez conhecer um mundo novo através da escrita. A voz que ganhou, os amigos que fez, o amor que nasceu pelo filho Abdul (e de quebra, pela filha "Monguinha", portadora de Síndrome de Down e que não vê desde o nascimento, quando ainda tinha 12 anos).
Se você não esta preparado para detalhes de cenas fortes e tristes, mas que confrontam sobre muitas coisas e sobre nós mesmos, não leia Preciosa. Eu consumi o livro em dois dias, a história te prende. Ver Precious com vontade de abandonar o passado triste e buscar ajuda é fascinante. O amor pelo filho, pela escrita, por querer ser alguém... É comovente!
A história da jovem do Harlem é uma ficção, mas baseada no que a autora viveu ao dar aulas para jovens negras e latinas no Bronx. Conviveu, de fato, com todo o universo narrado por Precious.
Então, fica a dica. Preciosa, um livro de questões sérias, envolvente, triste, mas um PUTA soco no estômago, pra pessoas como nós que às vezes, resolvemos, simplesmente, fechar os olhos para o que acontece ao nosso redor.
Aqui você assistte ao trailer do filme... Sim! O livro virou filme e teve várias indicações ao Oscar em 2010.
Um ótimo café!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Estava nua a um passo do chuveiro. A água caía no chão e respingava em suas pernas. "Não, não vou mais tomar banho", pensou ela. Tomou a decisão. Fechou o registro e vestiu a roupa. A mesma que vestia quando o viu pela última vez. Tinha uma única certeza: não sobreviveria à sua ausência.
Sentada no chão da sala, revivia cada maravilhoso momento passado com ele. Fazia isso sem nenhuma pressa e cada instante desses era como uma vida inteira. O importante não era a ordem dos acontecimentos, mas as sensações experimentadas. Era tudo tão perfeito, tão intenso, tão real, que seu corpo arrepiava todo e em cada fibra do seu ser ela tinha a impressão de que, se estendesse a mão, poderia tocá-lo novamente.
Sem se dar conta do que se passava, perdida em seus devaneios, lutava contra o fato de que isso jamais voltaria a acontecer. Não nessa vida, mas quem sabe em outra.
As horas passavam impiedosamente no relógio pendurado na parede da sala. Mas ela não via, não havia tempo pra isso. Estava acordada e, ainda assim, não percebia a realidade. Dentro dela não caberiam outras coisas, a não ser as lembranças de um amor sem igual.
"Não quero que esse momento acabe..." repetia isso como um mantra.
Nem fome, nem sede, nem sono, somente a saudade. Ninguém sabe ao certo quanto tempo ela ficou ali. Há quem diga que tudo isso durou apenas o tempo de um último suspiro.
Por Kelly Elizeu
*(esse texto não aceitou que a autora o intitulasse)
Um ótimo Café, um 2012 cheio de dicas e encontros nossos por aqui.
Um beijo!
Feliz Ano Novo
Sentada no chão da sala, revivia cada maravilhoso momento passado com ele. Fazia isso sem nenhuma pressa e cada instante desses era como uma vida inteira. O importante não era a ordem dos acontecimentos, mas as sensações experimentadas. Era tudo tão perfeito, tão intenso, tão real, que seu corpo arrepiava todo e em cada fibra do seu ser ela tinha a impressão de que, se estendesse a mão, poderia tocá-lo novamente.
Sem se dar conta do que se passava, perdida em seus devaneios, lutava contra o fato de que isso jamais voltaria a acontecer. Não nessa vida, mas quem sabe em outra.
As horas passavam impiedosamente no relógio pendurado na parede da sala. Mas ela não via, não havia tempo pra isso. Estava acordada e, ainda assim, não percebia a realidade. Dentro dela não caberiam outras coisas, a não ser as lembranças de um amor sem igual.
"Não quero que esse momento acabe..." repetia isso como um mantra.
Nem fome, nem sede, nem sono, somente a saudade. Ninguém sabe ao certo quanto tempo ela ficou ali. Há quem diga que tudo isso durou apenas o tempo de um último suspiro.
Por Kelly Elizeu
*(esse texto não aceitou que a autora o intitulasse)
Um ótimo Café, um 2012 cheio de dicas e encontros nossos por aqui.
Um beijo!
Feliz Ano Novo
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Ode Descontínua e Remota
A gente vem sempre postando aqui textos, poemas, músicas e coisas lindas sobre o amor.
Perdas, reenncontros, vivências... Mas o que seria um grande amor sem a tristeza que
lhe cerca?
A produção de Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé. De Ariana para Dionísio levou dois anos para ficar pronta. Mas Hilda não conseguiu ver sua Ode completa em música, faleceu em fevereiro de 2004.
Eternizada na voz de Mônica Salmaso, Olívia Byington, Zélia Duncan, Ná Ozzetti, Ângela Ro Ro, Jussara Silveira, Maria Bethânia, Verônica Sabino, Rita Ribeiro e Ângela Maria, as dez canções, nos apresentam Ariana e sua dor.
Um ótimo café!
Perdas, reenncontros, vivências... Mas o que seria um grande amor sem a tristeza que
lhe cerca?
Quando se junta a história de um grande amor impossível a uma bela e linda música, o resultado é uma linda Ode. A exautação a um amor, puro, delicioso e cruel.
Hilda Hilst, escreveu uma Ode para exautar o amor de Dionísio e Ariana (um dos capítulos do livro: Júbilo Nocivado da Paixão), um amor impossível. Que no decorrer da parceria com Zeca Baleiro, viu-se que era uma auto-biografia, doce, delicada e intíma. O desabafo de Ariana por não ter Dionísio a seu lado.
Zeca Baleiro selecionou as principais vozes femininas da música, aquelas que ao cantar, transpareceriam a dor e amor de Ariana.
Líricas, as músicas fazem o ouvinte entrar em um ambiente que não lhe pertence. A mágica da literatura! Transportando seu leitor ao universo puro de um desabafo amoroso ou o desespero da presença ausente do ser amado.
Eternizada na voz de Mônica Salmaso, Olívia Byington, Zélia Duncan, Ná Ozzetti, Ângela Ro Ro, Jussara Silveira, Maria Bethânia, Verônica Sabino, Rita Ribeiro e Ângela Maria, as dez canções, nos apresentam Ariana e sua dor.
Os poemas e a entrevista de Zeca Baleiro falando um pouco mais da obra aqui!
Um ótimo café!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Dedicado a Amy Winehouse
Esse texto é um dos que guardo com orgulho. Um, sobre a diva Amy Winehouse. Dois, foi o primeiro texto para a coluna Encontro & Café na revista Cachoeiro Cult... Que está recheada de coisa boa. Literatura, Cinema, Teatro, Música e mais um montaããããão de coisa. Corre na banca e compra!
Em 2007, chega às lojas do mundo o cd Back to Black, com um poder negro, musicalidade dos jazzistas do gueto, voz e sentimento de Ella Fitzgerald e Billie Holiday. Mas, para nossa surpresa, a dona da voz era branca.
A trajetória de Amy foi marcada pela decadência de seus atos, vícios, brigas conjugais e as bebedeiras insanas, mas não podemos negar o talento que ela tinha.
Desde pequena, Amy já tinha a música como a primeira e única paixão na vida. Cresceu ao som de Sinatra, incentivada pelo pai. Estudou nas principais escolas de artes e música de Londres. Com seu espírito “livre” e “caótico”, encantava a quem estivesse perto. Sempre sincera, dizia o que queria e nunca escondeu suas malandragens.
Suas músicas são a tradução de tudo o que vivia. São intensas, fortes, tristes e encantadoras de lindas. Ela dizia: “passo pra música o que realmente sinto e o que aconteceu em dado momento, se isso incomoda você, você não está preparado para ouvir minha música”.
Ela nunca esperou a fama, fazia música. Um dia, explodiu. Ela não soube lidar com o sucesso e seu talento pagou o preço: conhecemos Amy por sua vida “desregrada” e não pela música.
Mas não podemos negar que o mundo POP que conhecemos estava mesmo precisando de alguém com peito pra assumir o que fazia e não ficar no papel de “sou bom moço, não faço isso”. Desde os áureos anos 60 e 70, que nos foram apresentados os maiores ídolos do rock e pop internacional, não vemos alguém irreverente assim. Não estou dizendo que devemos ser libertinos e sair seguindo o exemplo de tais ícones, mas o talento deles se deu pelo que eles faziam: música de qualidade, o resto era resto. O que vemos hoje é uma leva de “mocinhas da mamãe” que não têm um pingo de talento.
Amy trouxe um som esquecido pela maioria à tona. O Soul, o R&B, um FUNK do tipo James Brown, o hip hop e o JAZZ tradicional. Poucos eram os jovens da minha idade que se interessavam por um som assim. Amy resgatou isso e tornou acessível ao mundo.
Sua voz rouca, triste, gélida, banhada a vodka e tequila não mais cantará. Fica aqui a minha homenagem a uma das mulheres da minha geração a que respeito muito pelo talento que tinha.
O site sonora (do portal Terra) diponibilizou para ouvir grátis o novo cd e o documentário póstumo "The Final Goodbye" que fala da trajetória de vida da cantora até o momento da trágica notícia de sua morte. Uma homenagem muito legal.
Aqui, você faz o download do novo cd.
Aqui, uma lista dos vídeos mais legais dela.
Um ótimo café.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Dia Nacional do Samba (Com Atraso)
Dezembro não é mês só de Natal, ano novo e toda essa coisa que invade as nossas vidas.
Dezembro também é mês de samba!
Em primeiro lugar, o samba não veio da Bahia e muito menos do Rio, o samba veio da nossa amada África com os escravos. Lá o ritmo tem nome de semba ou umbigada (por causa da forma como se dança). Como os escravos foram"distribuídos" entre Maranhão e São Paulo - principalmente - o samba tem características próprias em cada lugar, mas ainda sim é samba.
Foi no Rio que a coisa tornou uma proporção maior, os escravos trazidos da Bahia para as lavouras de café do Rio, incrementaram o ritmo carioca com novos instrumentos, contornos e histórias. Daí, o Rio se tornou a capital brasileira do samba.
Bem, desde então a coisa não parou de crescer. Escolas de samba nasceram, samba canção, bossa nova, samba de raiz e até o pagode, que é uma "vertente"do samba e não um ritmo (OK?).
Pra celebrar (mesmo atrasada) esse ritmo que começa na veia, vai no dedão do pé e volta nos quadris, a gente preparou uma playlist com os grandes nomes do samba.
Então, vamos lá:
Cartola - Tive Sim
Zé Keti - A Voz do Morro
Adoniran Barbosa - Trem das Onze
Nelson Cavaquinho - Juízo Final
Noel Rosa - Conversa de Botequim
Ataulfo Alves - Na Cadência do Samba
Dorival Caymmi - O Samba da Minha Terra
Jackson do Pandeiro - Chiclete com Banana
Lupcínio Rodrigues - Vingança
Martinho da Vila - Canta Canta Minha Gente
Bezerra da Silva - Candidato Caô Caô
Clara Nunes - Morena de Angola
Beth Carvalho - A Chuva Cai
Clementina de Jesus - Yaô
João Gilberto - Carinhoso
Tom Jobim - Samba de Uma Nota Só
Zeca Pagodinho - Faixa Amarela
Fundo de Quintal - O Show Tem que Continuar
Casuarina - Canto de Ossanha
Jovelina Pérola Negra - Menina Você Bebeu
Jorge Ben Jor - Mas que Nada
Paulinho da Viola - Sinal Fechado
Chico Buarque - Essa Moça Tá Diferente
Nara Leão - Camisa Amarela
Um ótimo samba!
Dezembro também é mês de samba!
Em primeiro lugar, o samba não veio da Bahia e muito menos do Rio, o samba veio da nossa amada África com os escravos. Lá o ritmo tem nome de semba ou umbigada (por causa da forma como se dança). Como os escravos foram"distribuídos" entre Maranhão e São Paulo - principalmente - o samba tem características próprias em cada lugar, mas ainda sim é samba.Foi no Rio que a coisa tornou uma proporção maior, os escravos trazidos da Bahia para as lavouras de café do Rio, incrementaram o ritmo carioca com novos instrumentos, contornos e histórias. Daí, o Rio se tornou a capital brasileira do samba.
Bem, desde então a coisa não parou de crescer. Escolas de samba nasceram, samba canção, bossa nova, samba de raiz e até o pagode, que é uma "vertente"do samba e não um ritmo (OK?).
Pra celebrar (mesmo atrasada) esse ritmo que começa na veia, vai no dedão do pé e volta nos quadris, a gente preparou uma playlist com os grandes nomes do samba.
Então, vamos lá:
Cartola - Tive Sim
Zé Keti - A Voz do Morro
Adoniran Barbosa - Trem das Onze
Nelson Cavaquinho - Juízo Final
Noel Rosa - Conversa de Botequim
Ataulfo Alves - Na Cadência do Samba
Dorival Caymmi - O Samba da Minha Terra
Jackson do Pandeiro - Chiclete com Banana
Lupcínio Rodrigues - Vingança
Martinho da Vila - Canta Canta Minha Gente
Bezerra da Silva - Candidato Caô Caô
Clara Nunes - Morena de Angola
Beth Carvalho - A Chuva Cai
Clementina de Jesus - Yaô
João Gilberto - Carinhoso
Tom Jobim - Samba de Uma Nota Só
Zeca Pagodinho - Faixa Amarela
Fundo de Quintal - O Show Tem que Continuar
Casuarina - Canto de Ossanha
Jovelina Pérola Negra - Menina Você Bebeu
Jorge Ben Jor - Mas que Nada
Paulinho da Viola - Sinal Fechado
Chico Buarque - Essa Moça Tá Diferente
Nara Leão - Camisa Amarela
Um ótimo samba!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Veredicto

Se me perco em seu olhar
E sua voz me desencaminha,
Veja bem, a culpa não é minha.
Se sonho acordada e só penso
Em me mudar pra sua rua,
Não duvides, a culpa é toda sua.
E se choro de noite porque não
Estás do meu lado, sinto muito,
Você é o único culpado.
Se acreditei nas mentiras,
Mas faria tudo novamente, é porque
Sou mesmo muito inocente.
Por Kelly Elizeu
Bom dia e ótimo café.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
O Grito
A questão é essa: estou cansada de meias palavras,
Meias verdades ou mentiras.É tudo falso, não posso tocar, e isso me obriga, a cada dia,
Ficar recriando realidades irreais, jamais vistas nem sequer sonhadas.
E assim o presente só não está mais passado que o futuro certo,
de rotinas e prolixas indagações.
A máquina de engolir homens está a todo vapor,
O grito

Meias verdades ou mentiras.É tudo falso, não posso tocar, e isso me obriga, a cada dia,
Ficar recriando realidades irreais, jamais vistas nem sequer sonhadas.
E assim o presente só não está mais passado que o futuro certo,
de rotinas e prolixas indagações.
A máquina de engolir homens está a todo vapor,
O grito

Mas ainda assim não vence a de destruir sonhos,
Esta serve para tirar o trabalho daquela...
Um homem sem sonhos é morto
E para que se ocupar dos mortos.
Já estão inertes
Não oferecem perigo algum.
Porém hoje a indagação é;
O que os faria reviver?
O amor?
Ah o amor. O amor de Shakespeare,
capaz de amolecer o coração mais petrificado...
Não, hoje o amor é quase um mito.
Vemos as pessoas se matarem em nome do amor inexistente.
A verdade?
O que é a verdade?
A amizade?
Sentimento puro, quase complacente?
Não, não, não...
Talvez não haja a matéria para essa ressurreição!
Mas temos o GRITO...
Sim,
Ao vir em um momento de puro ímpeto,
Esse soa como arma a quem declara revolução.
É capaz de expressar que o amor é uma amizade nada complacente,
Onde existe verdade, pulso, intensidade.
Esta serve para tirar o trabalho daquela...
Um homem sem sonhos é morto
E para que se ocupar dos mortos.
Já estão inertes
Não oferecem perigo algum.
Porém hoje a indagação é;
O que os faria reviver?
O amor?
Ah o amor. O amor de Shakespeare,
capaz de amolecer o coração mais petrificado...
Não, hoje o amor é quase um mito.
Vemos as pessoas se matarem em nome do amor inexistente.
A verdade?
O que é a verdade?
A amizade?
Sentimento puro, quase complacente?
Não, não, não...
Talvez não haja a matéria para essa ressurreição!
Mas temos o GRITO...
Sim,
Ao vir em um momento de puro ímpeto,
Esse soa como arma a quem declara revolução.
É capaz de expressar que o amor é uma amizade nada complacente,
Onde existe verdade, pulso, intensidade.
Por Bia Carias
Ótimo Café.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Tudo junto e misturado
Essa banda, tem uma coisa muito legal porque é feita entre amigos, para amigos, sobre amigos.
As composições são de histórias que acontecem no cotidiano de jovens como nós. Baladas, encontros e desencontros amorosos e por aí vai.
Composta por 6 amigos, a banda Generu's, abre a estrada com o CD que reúne as composições do grupo, com um jeito pop rock de interpretar a música, eles conseguem mostrar com sinceridade o que querem.
Como a banda vem da proposta de tocar nos barzinhos de Cachoeiro, você com certeza vai ouvir de tudo um pouco, desde Jota Queste até Engenheiros do Havaí.
Como quem quer mostrar a cara tem que dar o primeiro passo, o CD nasceu de forma completamente independente.
Eu ouvi algumas faixas e o material está super legal.
Então, para o café de hoje, Banda Generu's.
E já faço o convite, amanhã, no Sítio Moitão, lançamento do primeiro CD.
Face da galera: http://www.facebook.com/bandagenerus
Matéria no Cliquecerto: http://www.cliquecertoae.com.br/site/conteudo.asp?codigo=580
Vem gente!
Um ótimo café!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
All your life...

Blackbird singing in the dead of night,
Take these broken wings and learn to fly.
All your life,
You were only waiting for the moment to arise.
Blackbird singing in the dead of night,
Take these sunken eyes and learn to see.
All your life,
You were only waiting for the moment to be free.
Black bird fly, black bird fly
Into the light of the dark black night.
Black bird fly, black bird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly.
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Silva - Comum, mas lindo.
Eu sumi, mas a correria, fim de ano, produção daqui, corre dali, fica sem almoço aqui, loucura.
Mas eu não esqueci de vocês e separei coisinhas pra gente.
Deixa eu contar as novidades primeiro, depois falo da dica.
A primeira coluna pra Revista Cachoeiro Cult ficou pronta. Sim, o EeC vai virar revista! Olha como estamos importantes?! Rs. E começamos com uma homenagem linda. Dezembro eu compartilho aqui com vocês, mas por enquanto, fica o gostinho. (:
A dica dessa semana é: SILVA
SILVA nome de gente, nome comum, que na primeira esquina tem. Mas o SILVA de que falo é o nome do primeiro EP do capixaba de 23 anos, Lucio Souza.
O capixaba, que estava andando lá pelas bandas da Irlanda, tocando nas ruas, festivais e pubs, trouxe para o Brasil um som muito doce, composições tranquilas, com vontade de ter mais.
SILVA é a compilação de batidas eletrônicas suaves, preguiçosas e letras com aquela coisa boa que o Los Hermanos tinha.
Pra nossa alegria, SILVA está disponível para download. São 5 músicas que você quer ouvir e compartilhar com alguém.
A minha predileta é: A Visita. Um chamado a levar a imaginação para os anos 40 e 50, pegar o seu amor e dançar um bolero. É simplesmente linda. Outra maravilhosa é: Cansei. Que começa com um solo de piano, clássico, como as caixinhas de música de antigamente, em que a bailarina dançava, girava e depois, uma doce batida eletrônica, e quando digo doce, é doce mesmo!
Vem ouvir: http://www.mediafire.com/ ?c1yjzotpb0b5qdi
Página do facebook pra você curttir: http://www.facebook.com/listentosilva?sk=wall
SILVA, pra semana e pra sempre.
Um ótimo Café!
Mas eu não esqueci de vocês e separei coisinhas pra gente.
Deixa eu contar as novidades primeiro, depois falo da dica.
A primeira coluna pra Revista Cachoeiro Cult ficou pronta. Sim, o EeC vai virar revista! Olha como estamos importantes?! Rs. E começamos com uma homenagem linda. Dezembro eu compartilho aqui com vocês, mas por enquanto, fica o gostinho. (:
A dica dessa semana é: SILVA
SILVA nome de gente, nome comum, que na primeira esquina tem. Mas o SILVA de que falo é o nome do primeiro EP do capixaba de 23 anos, Lucio Souza.
O capixaba, que estava andando lá pelas bandas da Irlanda, tocando nas ruas, festivais e pubs, trouxe para o Brasil um som muito doce, composições tranquilas, com vontade de ter mais.
SILVA é a compilação de batidas eletrônicas suaves, preguiçosas e letras com aquela coisa boa que o Los Hermanos tinha.
Pra nossa alegria, SILVA está disponível para download. São 5 músicas que você quer ouvir e compartilhar com alguém.
A minha predileta é: A Visita. Um chamado a levar a imaginação para os anos 40 e 50, pegar o seu amor e dançar um bolero. É simplesmente linda. Outra maravilhosa é: Cansei. Que começa com um solo de piano, clássico, como as caixinhas de música de antigamente, em que a bailarina dançava, girava e depois, uma doce batida eletrônica, e quando digo doce, é doce mesmo!
Vem ouvir: http://www.mediafire.com/
Página do facebook pra você curttir: http://www.facebook.com/listentosilva?sk=wall
SILVA, pra semana e pra sempre.
Um ótimo Café!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Se Afrodite pudesse enganar Cronos
De que lembranças vou
viverenquanto estiver sem você?
Em quais sonhos posso me agarrar
enquanto eu não puder te abraçar?
Porque tudo que faço, tudo que vejo
só me faz pensar na falta
que sinto dos seus beijos.
Na vontade de sentir novamente
meu coração descompassado
o seu corpo quente
meu cabelo desarrumado
a respiração ofegante
e só pensar na gente.
Ah quem me dera
todo dia perder a hora..
Transformar em século cada instante
Fazer o ontem virar agora
E dizer pra tristeza que
ela não é bem vinda.
Ter como meta a felicidade constante
pra nunca mais ter que pedir:
“Por favor, não vá ainda...”
Por Kelly Elizeu.
Bom Café
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Dia D
Ei povo bonito, bom dia!
Hoje, 31/10/2011 está separado para homenagear nosso poeta mestre, Carlos Drummond de Andrade.
Data de seu aniversário, e que a partir de hoje e para sempre, será dedicado à ele.
O Encontro e Café não poderia deixar passar em branco esse dia, então nossa homenagem ao poeta.
"Desejo a vocês
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com os amigos
Viver sem inimigos
Filme na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Ouvir uma palavra amável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir não
Nem nunca, nem jamais
Nem adeus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas com alegria
Uma tarde amena
Calçar um chinelo velho
Tocar violão para alguém
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."
Carlos Drummond de Andrade
Um bom café.
Hoje, 31/10/2011 está separado para homenagear nosso poeta mestre, Carlos Drummond de Andrade.
Data de seu aniversário, e que a partir de hoje e para sempre, será dedicado à ele.
O Encontro e Café não poderia deixar passar em branco esse dia, então nossa homenagem ao poeta.
"Desejo a vocêsFruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com os amigos
Viver sem inimigos
Filme na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Ouvir uma palavra amável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir não
Nem nunca, nem jamais
Nem adeus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas com alegria
Uma tarde amena
Calçar um chinelo velho
Tocar violão para alguém
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."
Carlos Drummond de Andrade
Um bom café.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Na Telona
Uma realidade brasileira: a tentativa de crianças e adolescentes de sobreviver nas ruas do país.
Para isso: a solução é procurar a ajuda de uns aos outros para cometer alguns furtos, se manterem longe da polícia e chegar ao fim do dia com o grupo unido e todos bem.
Claro que é uma realidade triste, mas é uma realidade.
O fato, ganha dimensão nas mãos de Jorge Amado no livro, Os Capitães da Areia, que conta a história de um grupo de meninos que vive nas ruas da Bahia.
Com um cenário, berço da brasilidade e mistura da raças, as crianças se ajudam, se protegem e respeitam o líder do grupo Pedro Bala. São inteligentes, astutos, sedutores, coisa de muleque.
Baseado na história das crianças, o filme Capitães da Areia, mostra o cenário baiano e da vida do grupo com cenas magnificas, trabalhadas, uma trilha sonora encantadora e um roteiro muito interessante.
Já está nas telonas e o Encontro e Café recomenda.
Com direção de Cecília Amado, o filme é ótimo.
Ficha Técnica:
Atores: Jean Luis Amorim, Ana Graciela, Robério Lima, Paulo Abade, Israel Gouvêa, Ana Cecília, Marinho Gonçalves,
Direção: Cecília Amado
Roteiro: Cecília Amado
Produtores: João Jorge Amado e Paloma Jorge Amado
Trilha Sonora: Carlinhos Brown
Site Oficial: Aqui
Ótimo Café!
Aaaah... A gente tá com uma página lá no facebook, cheia de dicas legais.
Curte lá: http://www.facebook.com/pages/Encontro-e-Caf%C3%A9/196841150386430
Para isso: a solução é procurar a ajuda de uns aos outros para cometer alguns furtos, se manterem longe da polícia e chegar ao fim do dia com o grupo unido e todos bem.
Claro que é uma realidade triste, mas é uma realidade.
O fato, ganha dimensão nas mãos de Jorge Amado no livro, Os Capitães da Areia, que conta a história de um grupo de meninos que vive nas ruas da Bahia.
Com um cenário, berço da brasilidade e mistura da raças, as crianças se ajudam, se protegem e respeitam o líder do grupo Pedro Bala. São inteligentes, astutos, sedutores, coisa de muleque.
"Eram na verdade os donos da cidade, os que a conheciam totalmente, os que totalmente a amavam, os seus poetas."
Baseado na história das crianças, o filme Capitães da Areia, mostra o cenário baiano e da vida do grupo com cenas magnificas, trabalhadas, uma trilha sonora encantadora e um roteiro muito interessante.
Já está nas telonas e o Encontro e Café recomenda.
Com direção de Cecília Amado, o filme é ótimo.
Ficha Técnica:
Atores: Jean Luis Amorim, Ana Graciela, Robério Lima, Paulo Abade, Israel Gouvêa, Ana Cecília, Marinho Gonçalves,
Direção: Cecília Amado
Roteiro: Cecília Amado
Produtores: João Jorge Amado e Paloma Jorge Amado
Trilha Sonora: Carlinhos Brown
Site Oficial: Aqui
Ótimo Café!
Aaaah... A gente tá com uma página lá no facebook, cheia de dicas legais.
Curte lá: http://www.facebook.com/pages/Encontro-e-Caf%C3%A9/196841150386430
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Um príncipe quase encantado

Quero um amor de conto de fadas,
um príncipe encantado
com cavalo e espada.
Quero um amor sem porque nem talvez.
Que seja um eterno "Era uma vez..."
Mas que me deixe sozinha de vez em quando
e que ao regressar enxugue meu pranto.
Quero um amor sem começo nem fim
que satisfaça minhas vontades,
mas que nem sempre diga sim.
Que somente em seus olhos eu veja a verdade
e que morda meus lábios
só por crueldade.
Quero um amor que me leve pra cama
e durma comigo
mesmo sem dizer que me ama.
Quero um amor com o beijo mais doce
e o abraço mais quente,
que mesmo perdendo a memória
ainda se lembre da gente.
Por Kelly Elizeu
Bom Café!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Na telona
Você já se imaginou vivendo em um circo?
Rodando cidades, estados só para levar um pouquinho de sorriso e alegria as pessoas.
Grandes, pequenos, velhos, novos, crianças, pretos, brancos, pardos, indiferente disso tudo, quem se desprende da vida, pra encarar o picadeiro, só quer levar a arte de fazer sorrir à alguém.
Mas, o que será que se passa na cabeça de quem está nesse mundo? Será que eles estão realmente satisfeitos? Pra quem nasce no picadeiro, como é só conhecer essa realidade?
Estou falando da narrativa do filme O Palhaço, um filme de Selton Mello que aborda a vida de Benjamin e Valdemar, a dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. No filme, Benjamin se depara com a vontade de conhecer novos rumos atrás de um sonho.
O Palhaço, estréia no dia 28 de outubro e já conquistou meu coração.
Aqui: site oficial do filme.
Aqui: Trailer
Vamos ficar na expectativa.
Bom Café!
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